Estas últimas semanas têm sido evidentes, esclarecedoras para mim: Nas relações há altos e baixos e eu estou certamente familiarizada com
isso.
Sei perfeitamente que ter uma relação é difícil. Tem que haver esforços
de ambos os lados porque nada acaba ou se estraga devido a uma só pessoa. Tem
de haver dois lados, duas culpas, dois perdões e dois amores.
Faz parte do amor suportar os baixos que a relação tem, mas o que fazer
quando estes são mais frequentes que os altos?
Nós sabemos quando algo começa e mais depressa sabemos quando acaba, mas
por vezes não queremos acreditar que começou, que aconteceu ou que está sequer a
caminho do fim. Não queremos definir meios e mais tarde o grande e inevitável
fim.
Assisto a relações de meses, 3 anos, 5 anos a terminarem por coisas mínimas. Quer dizer, são mínimas no momento, mas ao acumular tornam-se gigantes. Cansaço, rotina, tudo forma uma gigante bola de neve que enrola os momentos que o casal tem juntos.
As discussões servem para mostrar o quão forte são as relações ou apenas para as desmoronar? É suposto aguentar tudo e ainda achar que o amor é maior do que mil e um defeitos incompatíveis?