escrevi para ti e sobre ti. é. milhares e milhares de páginas. sempre com a mesma capa. tentei chegar ao fim, mas não consegui. sei-o mas é demasiado doloroso escrevê-lo. talvez eu apenas não queira acreditar que ele é real, talvez devesse coloca-lo como a última página e não como a do meio, talvez não o devesse colocar como uma fase. deveria deitar tudo fora, mas uma vez escrito e lido, jamais o irei esquecer.
dei por mim e apercebi-me que sou substituível. percebi também que qualquer coisa que faça está ligada às nossas lembranças que me corroem a onde quer que eu vá.
de quem seria aquela sobra ? talvez de alguém que também já esteve naquele canto escuro e não conseguiu sair de lá. ou talvez alguém que me queira dar qualquer tipo de aviso. ou só simplesmente uma sombra imaginária. talvez.
